Declarado morto, bebê é salvo por motorista a caminho da autópsia

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A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso de um bebê que, declarado morto no hospital, teve a vida constatada prestes a passar por autópsia.

Um funcionário de uma funerária percebeu, já no Instituto Médico Legal (IML) de Osasco, que a recém-nascida respirava e estava corada, uma coloração de pele estranha para cadáveres. Ele chamou um médico da unidade às pressas para verificar os sinais vitais da pequena.

Na segunda-feira (12), Ana Caroline da Silva, de 18 anos, deu à luz com 25 semanas, o equivalente a seis meses de gestação. A recém-nascida veio ao mundo com 700 gramas e foi registrada no Hospital Alpha Med, em Carapicuíba, como natimorto, classificação de bebês que já saem sem vida do útero da mãe.

A família foi informada sobre a morte da criança, documentada em certidão de óbito.

O médico do IML aconselhou a volta imediata do bebê ao hospital. A menina, mais tarde, foi transferida para o Hospital e Maternidade Sino Brasileiro.

Em nota, a unidade informou que o estado de saúde da pequena é grave. Ela permanece internada na UTI Neonatal em função da “prematuridade extrema”.

O Hospital Alpha Med abriu sindicância interna para apurar o caso. Em nota, a unidade declarou que “está dando toda a assistência e apoio à família do bebê, que está sob os melhores cuidados médicos e assistenciais”.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Carapicuíba. O delegado responsável, Pedro Buk, instarou inquérito nesta terça-feira (13) e já ouviu os parentes, o motorista e os profissionais do Alpha Med.

Ainda assim, o investigador ressalta que é preciso realizar uma perícia detalhada para atestar se houve negligência médica.

“É assustador, né. Só que é uma questão técnica. Nós estamos com os prontuários, ouvimos todo mundo que atendeu e agora vamos pedir uma perícia para o IML. Em cima do que levantamos, os legistas vão dizer se houve negligência, se teve erro médico, se os procedimentos médicos (no hospital) foram corretos, se poderiam ter agido de outra forma”, explicou o delegado.

Buk ressalta que a família não estranhou o atendimento médico nem questionou a morte, em princípio, já que a criança nasceu prematura.

“Houve a reclamação depois que se constatou que estava tudo errado. Ficou todo mundo chocado. É escandaloso, mas não cabe a nós dizer (se houve erro)”, frisou ele.

Fonte: Gazeta online